Monday, November 14, 2005

Pensando os pensamentos de Deus...

Eu estava pensando outro dia...
Você está chocado???
Eu existo, logo penso!
Mas voltemos ao início!
Eu estava pensando que algumas pessoas pensam e...
Se confundem... quanto mais pensam mais confusas ficam.
Natural, faz parte da vida. Penso, logo... desisto!
Há certas coisas que quanto mais a gente pensa, menos entende!
E é preciso parar antes que acabemos apagando todos os nossos neurônios.
Todavia, mesmo assim eu insisto. Insisto e não desisto. Penso.
Mas, pense nisso: o mundo é criação de Deus, como diz as Escrituras.
No princípio, criou Deus os céus e a terra. [Gn. 1:1]
Quando pensamos na teoria do Big Bang a pergunta que nos vem é: "e o que havia antes do Big Bang?"
Quando pensamos na criação do Universo a pergunta seria: "e o que havia antes de Deus criar o Universo?"
A resposta seria: "apenas... Deus!"
Isso é, antes do Universo não havia nada que não fosse apenas Deus.
No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nãda do que foi feito se fez. Nele, estava a vida... [Jo. 1:1-4]
O espaço-tempo como nós, supostamente, conhecemos não existia. Só Deus era. E a natureza desse Deus que era antes que qualquer coisa do Universo que conhecemos existisse era, é e será sempre, triunitária. Eu explico. É o Deus único, uma só substância, um só ser, mas que subsiste em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Um Deus que é o protótipo de toda comunidade. Um Deus que em si mesmo é uma família sagrada, da qual toda família deriva seu nome sobre a face da terra! Um que em si mesmo encerra a Unidade-Diversidade! Esse é o Deus, o único que é, pois não há outros deuses, que era antes de haver.
O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. Nem tampouco é servido pro mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; e de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação, para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está londe de cada um de nós; porque nele vivemos e nos movemos, e existimos... [Atos 17:24-28]
Bem, nesse ponto, estamos prontos para pensar sobre o que eu gostaria de meditar: nosso universo temporal!
Vou deixar isso para depois. Agora, tenho que ir.

Uma abelhinha numa salada de tomates...

Estamos todos do lado de cá.
Não pedimos para vir.
Mas aqui estamos todos nós.
Todos perdidos na superfície desse planetinha azul...
Corremos de um lado para o outro,
Cruzamos oceanos... voltamos ao ponto inicial.
Para quê?
A maioria de nós não olha mais as estrelas...
Não levantamos mais nossos olhos para o céu!
E nossa estadia aqui é tão curta!
Cada dia vemos sinais de nossa partida.
E pode ser a qualquer hora, a qualquer minuto...
Mas nós já não temos tempo para pensar sobre isso.
Corremos de um lado para o outro,
Cruzamos oceanos... voltamos ao ponto inicial.
Para quê?
Ontem eu vi uma pequina abelha voando graciosa.
Descreveu uma curva admirável no ar...
E pousou na salada de tomate e alface.
Sabe, daquelas abelhinhas pretinhas que moram no buraco da árvore!!??
Eu fiquei olhando.
Ela aterrisou sobre o campo de pouso do tomate vermelho...
Caminhou sobre a superfície livre do tomate... e parou.
Inclinou a minúscula cabeça para o tomate como se fosse comer...
Seu abdomen ficou reto, apontando para o céu.
Ela ficou imóvel.
Eu pensei: "O que será que uma abelhinha veio fazer numa salada de tomate?"
Ela não se mexia. Como se estivesse saboreando o tomate.
Curioso, pensei alto: "o que estaria a abelhinha fazendo ali?"
Risos de todos... Ninguém estava interessado na abelhinha.
Alguns chegaram a ficar incomodados porque eu estava interessado numa simples abelhinha...
Observei mais atentamente e percebi que ela acabara de morrer.
Sim, a abelhinha não mais vibrava com vida. Estava morta!
Assim, tão de repente!
Antes, uns poucos segundos antes ela voava graciosamente... agora...
Com a ponta da minha faca retirei-a delicadamente da salada de tomates...
Coloquei-a sobre a toalha. De fato, ela não se mexia. Mortinha da silva!
O que é a vida que é assim tão arredia??? Uns segundos antes ali havia vida...
Uns segundos depois... a vida já se fora totalmente.
Alguém, jocosamente disse: "Chegou a hora dela!"
Corremos de um lado para o outro,
Cruzamos oceanos... voltamos ao ponto inicial.
Para quê?
Nós, homo technologicus, somos tão orgulhosos de nossas conquistas...
Não podemos todavia criar a maravilha de uma abelhinha que voa graciosa...
Que pousa numa salada de tomate e... se vai...
Corremos de um lado para o outro,
Cruzamos oceanos... voltamos ao ponto inicial.
E de repente, a vida nos deixa e vamo-nos...
Para quê?