Hi, everybody
This is my last message of the year. Well, Saddam is dead. So? Are the things move now?
Is it true that the invasion of Iraq and Saddam's death was not motivated by hidden weapons?
Is it true that the really reason behind the whole things was the oil?
What is the real ruler of these world? Was it not the money? "In Gold we trust"?
"No one can serve two masters. Either he will hate the one and love the other, or he will be devoted to the one and despise the other. You cannot serve both God and Money." Mt 6:24
"God presides in the great assembly;
he gives judgment among the 'gods':
"How long will you defend the unjust and show partially to the wicked?
Selah
Defend the cause of the weak and fatherless;
maintain the rights of the poor and oppressed.
Rescue the weak and needly;
deliver them from the hand of the wicked.
"They know nothing, they understand nothing.
They walk about in darkness;
all the foudations of the earth are shaken.
"I said, 'You are "gods";
you are all sons of the Most High.'
But you will die like mere men;
you will fall like every other ruler."
Rise up, O God, judge the earth,
for all the nations are your inheritance.
Psalm 82
Ok, see you later...
Sunday, December 31, 2006
Wednesday, November 22, 2006
Kierkegaard e o Salto
Uma Tradução Livre [minha] de M. Jamie Ferreira, Transforming Vision: Imagination and Will in Kierkegaardian Faith (Oxford: Clarendon Press, 1991), p. 6 e 7]
A metáfora de um 'salto de fé', a qual tem sido popularmente usada por muitos - às vezes numa defesa apaixonada da fé e outras vezes como um exemplo paradigmático da impossibilidade de defesa (ou irrelevância irresponsável) de tal fé - é provavelmente o elemento mais largamente reconhecido com uma caracteristica distinta de um relato 'kierkegaardiano' da transição para a fé religiosa. Tanto nos círculos populares como eruditos o 'salto' kierkegaardiano tem sido usualmente entendido em termos de um ato de 'força de vontade'. Sem dúvida, C. Stephen Evans sugeriu em um recente artigo que um 'quadro típico' da 'visão kierkegaardiana da fé cristã' é que 'ela requer um "salto de fé" [através do qual] auxiliado pela graça divina, o crente leva, através de um heróico ato de fé, a si mesmo a crer naquilo que ele sabe ser um absurdo'. (1) Terence Penelhum, por exemplo, parece aprovar uma tal descrição quando ele escreve que 'Em termos puramente humanos isso pareceráser a aceitação deliberada de um desvio do impossível lógico por ato de vontade', porque para 'dar um salto assim precisamos de um ato de vontade'. (2) Louis P. Pojman similarmente lê Kierkegaard com um exemplo de um 'volicionista descritivo [e prescritivo]' - aquele que defende o ponto de vista 'que podemos [e algumas vezes deveríamos] obter crenças e deduzir crenças diretamente a partir de um ato de vontade' (3).
Em razão disso, o 'salto' ou 'decisão' falado por Climacus em dois dos principais trabalhos de Kierkegaard é visto como uma escolha - ou para por o entendimento de lado ou para abraçar o Paradoxo Absoluto de Deus no Tempo - o qual, embora seu caráter não seja explorado, é tratado por comentaristas como se fosse uma auto-consciência intencional, propsital, deliberada, ou um 'ato de vontade' reflexivo ou de 'volição'. (4) (do lado do agente) através do qual a pessoa seleciona de uma variedade de opções alternativas. Essas opções são vistas pelo agente como possibilidades igualmente 'reais', e o salto ou a decisão é visto como algo ainda temos que fazer (para ultrapassar uma falha) depois que estivermos totalmente consciente das opções. A força de um tal conceito de salto ou decisão é eliminar a possibilidade de um alinhamento não-intencional com uma ou outra opção, frequentemente visto como sendo uma escolha contra opções mais atrativas.
(1) -'Does Kierkegaard Think Beliefs Can Be Directely Willed?', International Journal for Philosophy of Religion, 26 (December 1989), 182. Evans [...] também é um crítico de tal posição.
(2) - God and Skepticism: A Study in Skepticism and Fideism (Dordrecht, 1983), 82.
(3) Riligious Belief and the Will (London, 1986), 143. Ele argumenta que 'entre os filósofos não-católicos que temos estudado, S. Kierkegaard é o volicionista mais radical, considerando cada crença como uma resolução da vontade' (p. 146).
(4) A narrativa 'volicionalista' à qual eu me referi não precisa aceitar (embora algumas possam fazer isso) o mito das 'volições' criticado por Gilbert Ryle: a saber, volições como sendo um ato mental privado que é a ação 'real', precedendo e causando o comportamento observado (The Concept of Mind (New York, 1949), 62-9). Desde que, como Ryle, eu distingo entre ação 'voluntária' e 'intencional' ou ação feita 'com propósito' (p. 70), eu também argumento aqui (não contra a idéia de uma transição voluntária, mas) contra o entendimento de transição como um ato feito 'com propósito' ( uma escolha intencional entre alternativas as quais são igualmente atrativas); tal modelo de decisão (mesmo se não aderir à noção estrita de 'volição') é mais apropriado às decisões do tipo fazer X ao invés de decisões 'que' X, dos quais o último tipo eu tomo para constituir a verdadeira transição para fé. Assim eu me oponho a ambas as maneiras de ver a transição - nenhuma delas é consistente com as várias narrações de experiências de conversão e nem consistentes com a narrativa de Climacus da transição (à qual é reforçada pelas próprias entradas de Kierkegaard em seu Diário).
William Alston assevera que embora as volições sejam mitos, às vezes as ações são 'precedidas por decisões não-publicamente observáveis, intenções, ou resoluções para executar o ato' ('The Elucidation of Religious Statements', in Process and Divinity, eds. William L. Reese and E. Freeman (LaSalle, Il., 1964), 436). Penso que seja qual for a decisão não-observável publicamente que possa ocorrer no caso da transição para a fé, ela deve se conformar ao modelo de decisões 'que' X é o caso.
Tuesday, July 25, 2006
De Volta Depois de uma Longa Viagem
...
????
hhuumm...hummm...
Engraçado. Há apenas alguns segundos atrás eu tinha tanto para compartilhar. Agora...
Deve ser algo assim parecido com o que me aconteceu no meu médico cardiologista. Cheguei e, depois de algumas conversas sobre como eu estava me sentindo, ele falou: "Vamos medir sua pressão!" Concordei. Ele mediu e ficou olhando para mim. Depois, resolveu consigo mesmo e me pediu um 'mapa'. Sabe, aquele exame em que você não pode tomar banho por um dia inteiro? É, pois é. Isso mesmo. Tem aquele aparelhinho que fica o dia inteiro apertando o seu braço nos lugares mais inconvenientes.
O interessante é que enquanto ele fazia anotações na minha ficha eu dei uma 'espiadinha' e vi que ele anotou duas possibilidades. Uma delas estava assim registrado: "efeito avental branco". É. Em outras palavras, o que ele estava querendo insinuar era que toda vez que eu me deparava com o seu avental branco, minha pressão subia.
Acho que me aconteceu a mesma coisa agora. Quando vi a página em branco em minha frente, todas aquelas idéias tão urgentes que eu tinha para compartilhar... sumiram... como por encanto.
Pois é, mas eu estive viajando. Fui até o Sul de Minas. Fui visitar minha terra natal. Quando eu vou para lá, não consigo descansar. Como sou o filho mais velho de uma família grande, me esperam muitos problemas para interferir de alguma forma. E isso desgasta. Cansa. Estressa. Depois, quando a gente volta, ainda tem que escutar: "E aí? Gostou das férias?"
Todas as vezes que eu vou ao Sul de Minas e tomo contato mais de perto com meus irmãos, irmãs, sobrinhos e sobrinhas e, naturalmente, minha mãe, fico impactado ao retomar consciência das minhas raízes. Meu pai já é falecido desde de 1988. Quando vejo todos os problemas que eles estão envolvidos, suas reações, suas manipulações, suas maquinações, invejas, intrigas, sofrimentos, solidão... não consigo deixar de me sentir parte de tudo isso. Quando estou longe, parece que nem mesmo vivi tudo aquilo que eles ainda vivem até hoje... Mas, quando eu chego na minha cidadezinha todas as coisas voltam. Eu me sinto novamente profundamente envolvido.
Dessa vez eu levei até a minha viola. Minha intenção era poder tocar e cantar com eles. Principalmente com minha mãe. Em outras palavras, eu pensava numa viagem redentiva. Uma viagem para um relacionamento profundo e caloroso. Mas, se toquei, foi apenas um pouco com meu sobrinho e um pouco com minha mãe. Depois me afundei em reuniões de família e números e mais números. A crise atual é sanear a situação financeira e existencial de minha mãe. Ela é aposentada e luta desesperadamente para poder se inserir em uma das famílias dos meus irmãos. Eu já a convidei para morar conosco, mas ela tem as raízes tão profundas no Sul de Minas que nem mesmo um guindaste conseguiria removê-la. Além disso, ela sempre diz que não pode ir porque o médico disse que o seu problema de coluna... bem, vocês sabem, ela está naquela fase do Condor: "com dor aqui, com dor ali..." Por isso não sai. Mas, voltemos à crise... Impressionante como tem tanta gente querendo se aproveitar das velhinhas aposentadas hoje em dia nesse nosso país. Principalmente os agentes financeiros e os líderes religiosos corruptos e interesseiros.
Eu deveria ter sabido que seria assim. Eu tive mesmo um aviso antes de chegar.
Eu fui de ônibus, apesar da longa distância a ser percorrida. Na primeira parte da viagem peguei um "Top Bus" e as estradas eram , retas, largas e o asfalto de ótima qualidade. Quando entrei no estado de Minas pelo Sul, mudei de empresa rodoviária. Então, toda a viagem também mudou. Estradas estreitas, muitas curvas e montanhas. Minha viola estava no bagageiro que existe nas laterais do ônibus. De repente, sem aviso prévio, o ônibus começou a voltear como uma cobra na trilha. Não deu outra. Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, lá veio minha viola abaixo! Caiu bem no meio do corredor. Posso dizer que aquilo doeu mais em mim do que nela. Não quebrou nada. Mas na base, num ponto específico o esmalte trincou! E isso doeu no meu perfeccionismo é como se a minha viola houvesse sido abusada. Olha, foi duro ver aquilo e manter o humor. A coisa toda só não me tirou mais do sério porque, exatamente naquele momento, um passageiro iniciou uma discussão com o motorista. Ele queria descer numa cidade pela qual havíamos acabado de passar. Foi aquele 'barraco', como se diz. Então eu deixei que aquilo servisse como uma espécie de terapia para a minha ira com a queda da viola... E a viagem seguiu em frente.
Outro dia eu continuo narrando alguma coisa mais da minha viagem.
T+
????
hhuumm...hummm...
Engraçado. Há apenas alguns segundos atrás eu tinha tanto para compartilhar. Agora...
Deve ser algo assim parecido com o que me aconteceu no meu médico cardiologista. Cheguei e, depois de algumas conversas sobre como eu estava me sentindo, ele falou: "Vamos medir sua pressão!" Concordei. Ele mediu e ficou olhando para mim. Depois, resolveu consigo mesmo e me pediu um 'mapa'. Sabe, aquele exame em que você não pode tomar banho por um dia inteiro? É, pois é. Isso mesmo. Tem aquele aparelhinho que fica o dia inteiro apertando o seu braço nos lugares mais inconvenientes.
O interessante é que enquanto ele fazia anotações na minha ficha eu dei uma 'espiadinha' e vi que ele anotou duas possibilidades. Uma delas estava assim registrado: "efeito avental branco". É. Em outras palavras, o que ele estava querendo insinuar era que toda vez que eu me deparava com o seu avental branco, minha pressão subia.
Acho que me aconteceu a mesma coisa agora. Quando vi a página em branco em minha frente, todas aquelas idéias tão urgentes que eu tinha para compartilhar... sumiram... como por encanto.
Pois é, mas eu estive viajando. Fui até o Sul de Minas. Fui visitar minha terra natal. Quando eu vou para lá, não consigo descansar. Como sou o filho mais velho de uma família grande, me esperam muitos problemas para interferir de alguma forma. E isso desgasta. Cansa. Estressa. Depois, quando a gente volta, ainda tem que escutar: "E aí? Gostou das férias?"
Todas as vezes que eu vou ao Sul de Minas e tomo contato mais de perto com meus irmãos, irmãs, sobrinhos e sobrinhas e, naturalmente, minha mãe, fico impactado ao retomar consciência das minhas raízes. Meu pai já é falecido desde de 1988. Quando vejo todos os problemas que eles estão envolvidos, suas reações, suas manipulações, suas maquinações, invejas, intrigas, sofrimentos, solidão... não consigo deixar de me sentir parte de tudo isso. Quando estou longe, parece que nem mesmo vivi tudo aquilo que eles ainda vivem até hoje... Mas, quando eu chego na minha cidadezinha todas as coisas voltam. Eu me sinto novamente profundamente envolvido.
Dessa vez eu levei até a minha viola. Minha intenção era poder tocar e cantar com eles. Principalmente com minha mãe. Em outras palavras, eu pensava numa viagem redentiva. Uma viagem para um relacionamento profundo e caloroso. Mas, se toquei, foi apenas um pouco com meu sobrinho e um pouco com minha mãe. Depois me afundei em reuniões de família e números e mais números. A crise atual é sanear a situação financeira e existencial de minha mãe. Ela é aposentada e luta desesperadamente para poder se inserir em uma das famílias dos meus irmãos. Eu já a convidei para morar conosco, mas ela tem as raízes tão profundas no Sul de Minas que nem mesmo um guindaste conseguiria removê-la. Além disso, ela sempre diz que não pode ir porque o médico disse que o seu problema de coluna... bem, vocês sabem, ela está naquela fase do Condor: "com dor aqui, com dor ali..." Por isso não sai. Mas, voltemos à crise... Impressionante como tem tanta gente querendo se aproveitar das velhinhas aposentadas hoje em dia nesse nosso país. Principalmente os agentes financeiros e os líderes religiosos corruptos e interesseiros.
Eu deveria ter sabido que seria assim. Eu tive mesmo um aviso antes de chegar.
Eu fui de ônibus, apesar da longa distância a ser percorrida. Na primeira parte da viagem peguei um "Top Bus" e as estradas eram , retas, largas e o asfalto de ótima qualidade. Quando entrei no estado de Minas pelo Sul, mudei de empresa rodoviária. Então, toda a viagem também mudou. Estradas estreitas, muitas curvas e montanhas. Minha viola estava no bagageiro que existe nas laterais do ônibus. De repente, sem aviso prévio, o ônibus começou a voltear como uma cobra na trilha. Não deu outra. Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, lá veio minha viola abaixo! Caiu bem no meio do corredor. Posso dizer que aquilo doeu mais em mim do que nela. Não quebrou nada. Mas na base, num ponto específico o esmalte trincou! E isso doeu no meu perfeccionismo é como se a minha viola houvesse sido abusada. Olha, foi duro ver aquilo e manter o humor. A coisa toda só não me tirou mais do sério porque, exatamente naquele momento, um passageiro iniciou uma discussão com o motorista. Ele queria descer numa cidade pela qual havíamos acabado de passar. Foi aquele 'barraco', como se diz. Então eu deixei que aquilo servisse como uma espécie de terapia para a minha ira com a queda da viola... E a viagem seguiu em frente.
Outro dia eu continuo narrando alguma coisa mais da minha viagem.
T+
Friday, April 21, 2006
Os segredos do coração...
"O coração tem razões que a própria razão desconhece..." Pascal
Estou aqui escrevendo uma mensagem de casamento enquanto o WMP lança no ar acordes lindos de uma canção...
Estou louco para pegar a minha viola...
Estranhas essas músicas, todo o significado da vida, todo o sentido da existência está no amor de um homem por uma mulher... Certamente o amor de um homem por uma mulher é importante, mas não é todo o sentido da existência, porque senão o que seria do celibatário?
Na realidade as pessoas estão buscando a felicidade... Foi Deus mesmo quem disse que não era bom que o homem estivesse só... foi ele mesmo quem, de uma costela, fez uma mulher e trouxe para Adão. Mas, eu me pergunto, por que essas músicas sempre estão descrevendo as desventuras de um pobre apaixonado que nunca consegue ser completamente feliz com a sua paixão? Chamamos isso de "música dor de cotovelo". Aquelas músicas cantadas por boêmios cujas amadas estão inacessíveis ou, pior, não os amam mais... Todavia, há outras coisas no mundo, há outros reinos a serem conquistados... Diz uma dessas músicas [Chitãozinho e Xororó]:
Quanto tempo o coração leva prá saber que o sinônimo de amar é sofrer?
...
O amor é feito de paixões e quando perde a razão não sabe quem vai machucar.
...
Quem revelará o mistério, que tem a fé? E quantos segredos traz, o coração de uma mulher?
Como é triste a tristeza, mendigando um sorriso, um cego procurando a luz, na imensidão do paraíso.
Não resisto à tentação de transcrever aqui uma lenda contada na Índia sobre a criação da mulher [citada por Walter Trobisch, em "Amor, sentimento a ser aprendido"]:
Diz a lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendo nada de sólido para construir a mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como: timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a mulher e a entregou ao homem como sua companheira.
Após uma semana, o homem voltou e disse:
- Senhor, a criatura que você me deu faz a minha vida infeliz.
- Ela fala sem cessar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar.
- Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro... e assim as minhas horas são desperdiçadas.
- Ela chora por qualquer motivo e fica facilmente emburrada e, às vezes, muito tempo ociosa.
- Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.
Depois de uma semana o homem voltou ao criador e disse:
- Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta!
- Eu sempre penso nela, em como ela dançava e cantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava comigo e como se achegava a mim.
- Ela era agradável de se ver e de se acariciar.
- Eu gostava de ouví-la rir.
- Por favor, dê-me-a de volta.
- Está bem, disse o Criador. E a devolveu.
Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:
- Senhor, eu não sei.
- Eu não consigo explicar, mas depois de todas estas minhas experiências com esta criatura, cheguei a conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer.
- Peço-lhe, toma-a de novo!
- Não consigo viver com ela!
O Criador respondeu:
-Mas também não pode viver sem ela.
E virou as costas para o homem e continuou seu trabalho.
O homem desesperado disse:
- Como é que eu vou fazer?
- Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.
E, arremata o Criador:
- Achei que com as tentativas você já tivesse descoberto.
- Amor é um sentimento a ser aprendido.
- É tensão e satisfação.
- É desejo e hostilidade.
- É alegria e dor.
- Um não existe sem o outro.
- A felicidade é apenas uma parte integrante do amor.
- Isto é o que deve ser aprendido.
- O sofrimento também pertence ao amor.
- Este é o grande mistério do amor.
- A sua própria beleza e o seu próprio fardo.
Interessante, não é?
Talvez seja por isso que essas músicas são assim tão contraditórias...
T+
Estou aqui escrevendo uma mensagem de casamento enquanto o WMP lança no ar acordes lindos de uma canção...
Estou louco para pegar a minha viola...
Estranhas essas músicas, todo o significado da vida, todo o sentido da existência está no amor de um homem por uma mulher... Certamente o amor de um homem por uma mulher é importante, mas não é todo o sentido da existência, porque senão o que seria do celibatário?
Na realidade as pessoas estão buscando a felicidade... Foi Deus mesmo quem disse que não era bom que o homem estivesse só... foi ele mesmo quem, de uma costela, fez uma mulher e trouxe para Adão. Mas, eu me pergunto, por que essas músicas sempre estão descrevendo as desventuras de um pobre apaixonado que nunca consegue ser completamente feliz com a sua paixão? Chamamos isso de "música dor de cotovelo". Aquelas músicas cantadas por boêmios cujas amadas estão inacessíveis ou, pior, não os amam mais... Todavia, há outras coisas no mundo, há outros reinos a serem conquistados... Diz uma dessas músicas [Chitãozinho e Xororó]:
Quanto tempo o coração leva prá saber que o sinônimo de amar é sofrer?
...
O amor é feito de paixões e quando perde a razão não sabe quem vai machucar.
...
Quem revelará o mistério, que tem a fé? E quantos segredos traz, o coração de uma mulher?
Como é triste a tristeza, mendigando um sorriso, um cego procurando a luz, na imensidão do paraíso.
Não resisto à tentação de transcrever aqui uma lenda contada na Índia sobre a criação da mulher [citada por Walter Trobisch, em "Amor, sentimento a ser aprendido"]:
Diz a lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendo nada de sólido para construir a mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como: timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a mulher e a entregou ao homem como sua companheira.
Após uma semana, o homem voltou e disse:
- Senhor, a criatura que você me deu faz a minha vida infeliz.
- Ela fala sem cessar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar.
- Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro... e assim as minhas horas são desperdiçadas.
- Ela chora por qualquer motivo e fica facilmente emburrada e, às vezes, muito tempo ociosa.
- Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.
Depois de uma semana o homem voltou ao criador e disse:
- Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta!
- Eu sempre penso nela, em como ela dançava e cantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava comigo e como se achegava a mim.
- Ela era agradável de se ver e de se acariciar.
- Eu gostava de ouví-la rir.
- Por favor, dê-me-a de volta.
- Está bem, disse o Criador. E a devolveu.
Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:
- Senhor, eu não sei.
- Eu não consigo explicar, mas depois de todas estas minhas experiências com esta criatura, cheguei a conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer.
- Peço-lhe, toma-a de novo!
- Não consigo viver com ela!
O Criador respondeu:
-Mas também não pode viver sem ela.
E virou as costas para o homem e continuou seu trabalho.
O homem desesperado disse:
- Como é que eu vou fazer?
- Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.
E, arremata o Criador:
- Achei que com as tentativas você já tivesse descoberto.
- Amor é um sentimento a ser aprendido.
- É tensão e satisfação.
- É desejo e hostilidade.
- É alegria e dor.
- Um não existe sem o outro.
- A felicidade é apenas uma parte integrante do amor.
- Isto é o que deve ser aprendido.
- O sofrimento também pertence ao amor.
- Este é o grande mistério do amor.
- A sua própria beleza e o seu próprio fardo.
Interessante, não é?
Talvez seja por isso que essas músicas são assim tão contraditórias...
T+
Tuesday, January 3, 2006
Perdido aqui nesse ostracismo virtual
Olá... olá... ???? têm alguém aí? ..... ?????
Acho que não. E hoje já é a primeira terça-feira do ano de 2006. Faz algum tempo que estou preso nessa dobra do espaço-tempo virtual. Às vezes dá vontade não falar mais... Nem mesmo tenho um Wilson para conversar. Nem um Ford Perfect para me importunar... Acho que entendo um pouco a situação do Arthur Dent perdido num ponto do tempo.
Mas eu tinha algo para dizer, mas com todo esse papo, acabei me esquecendo do assunto...
Bem, fica para depois.
T+
Acho que não. E hoje já é a primeira terça-feira do ano de 2006. Faz algum tempo que estou preso nessa dobra do espaço-tempo virtual. Às vezes dá vontade não falar mais... Nem mesmo tenho um Wilson para conversar. Nem um Ford Perfect para me importunar... Acho que entendo um pouco a situação do Arthur Dent perdido num ponto do tempo.
Mas eu tinha algo para dizer, mas com todo esse papo, acabei me esquecendo do assunto...
Bem, fica para depois.
T+
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