Wednesday, September 9, 2009

Morre o indivíduo e prossegue a humanidade. Até quando?

Segundo The Death Report a população do mundo, no momento em que escrevo [17:42 hs de 09/092009], é de 6.794.087.840 habitantes. Ou seja, quase 7 bilhões de pessoas respiram o mesmo ar que respiramos, pisam o mesmo solo que pisamos, viajam na mesma nave que viajamos: o planeta Terra! Há dois dias atrás, às 20:40 hs a população do mundo era de 6.793.676.132 pessoas. Em menos de dois dias ela cresceu em cerca de 411 mil novas pessoas!!! O ritmo continua acelerado. Onde vamos parar??

Há uma diferença acentuada entre a taxa de natalidade dos países ricos [maioria dos países da Europa, EUA, Japão e Alemanha] e dos países em desenvolvimento [Continente Africano, Médio Oriente, Ásia Meridional e Central e alguns países da América Latina]. Os primeiros apresentam taxas de natalidade reduzidas, isto é, abaixo de 20%, sendo que a Alemanha tem o índice mais baixo, ou seja 8,3%. Os segundos, apresentam taxas elevadas, isto é, acima de 30%, sendo que a taxa mais alta é de Niger, ou seja 48,3%. Veja um estudo em ppt relacionando a distribuição da taxa de natalidade, a distribuição da taxa de mortalidade e distribuição da taxa de crescimento natural, como sendo a diferença entre a primeira e a segunda distribuições de taxas.

É claro que isso tem uma consequência maligna: os países que possuem a maior parte da riqueza, as quais obtiveram às custas de maiores atividades agressoras do meio ambiente, crescem, demograficamente, menos do que os países mais pobres. Isso acarreta uma diferença de potencial econômico enorme numa direção e uma diferença de potencial de demanda de alimentos enorme na direção inversa,aumentando a instabilidade social.

É evidente que as condições de sobrevivência nos países pobres são muito piores do que as condições de sobrevivência nos países ricos. Isso trás em si a tenderia de contrabalançar a diferença de potencial aludida anteriormente. Mesmo assim, The Death Report, que é uma simulação em tempo real, baseada em dados fidedignos, nos mostra que enquanto em Niger, com 13.735.778 habitantes, morre 1 pessoa a cada 2 minutos e nasce 1 pessoa a cada 47,9 segundos, na Alemanha, país de 82.113.087 habitantes, morre 1 pessoa a cada 35,4 segundos e morre 1 pessoa a cada 46,8 segundos. Logo o crescimento demográfico no país africano é muito maior do que aquele do país europeu. Verifique por você mesmo.

Bem, e daí? Daí que existem alguns indicadores inquietantes. Por exemplo, no estudo sobre a distribuição de índices de fecundidade o autor afirma que para que haja renovação de uma população é necessário que cada mulher tenha pelo menos 2,1 filhos. Outro dia, num outro estudo antropológico, foi-me dito que o índice de filhos por casal tem crucial importância na manutenção de uma cultura. Ora, os índices de filhos por casal nos países europeus ricos hoje é menor do que necessário para manter a milenar cultura européia por mais um período prolongado de tempo. Em contrapartida, as famílias de origem muçulmanas que têm chegado à Europa por imigração, apresentam o índice de fecundidade de valor elevado. Isso poderá ocasionar a deglutição da cultura européia pela cultura muçulmana na Europa em poucas décadas. E essa é uma maneira de se substituir a cosmovisão de um povo sem utilizar-se da guerra convencional. O quadro, como se vê, é complexo.

Numa próxima oportunidade, vamos refletir sobre as questões em torno do número de pessoas que morrem no mundo por ano. Quantos são e como se distribuem.

São 19:20 hs, faz 1 hora e 40 minutos que estou escrevendo, neste período: nasceram mais 20.400 crianças e morreram 10.400 pessoas, dando um aumento populacional de 10.000 novos tripulantes da nave mãe.

Até lá.

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