Saturday, November 27, 2004

Contrastes...

Aqui estou eu sentado mais uma vez em frente ao computador...





A criança vem ao mundo com um nome, uma família, um mundo de diversões ao seu

redor, tudo nitidamente talhado para ela. Mas as suas entranhas estão cheias de

recordações horripilantes de batalhas impossíveis, aterradoras angústias

envolvendo sangue, dor, solidão, escuridão; misturadas com desejos ilimitados,

sensações de indizível beleza, majestade, espanto, mistério; e fantasias e

alucinações de misturas entre os dois componentes, corpo e símbolos, tentando

inutilmente uma fórmula conciliatória entre o corporal e o simbólico... e a

sexualidade penetra com o seu foco muito definido, para confundir e complicar

ainda mais o mundo da criança. Crescer é esconder a massa de tecido cicatricial

interno que lateja em nossos sonhos.

Ernest Becker, A Negação da Morte, p. 42
Buscar uma fórmula conciliatória entre o corporal e o simbólico... inutilmente. O crescimento como repressão daquilo que aflora nos nossos sonhos. Triste solidão do homem em si mesmo. Veja agora a visão teísta do homem, muito mais otimista, muito mais significativa...





[SENHOR] Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha

mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são

maravilhosas! Digo isso com convicção.

Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e

entretecido como nas profundezas da terra.

Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim

foram escritos no teu livro antes de qualqer deles

existir

Salmo 139.13-16

Não mais o ser sozinho diante de si mesmo, mas o ser diante do Deus que o criou e o mantém vivo. É o ser diante de um Deus que se interessa por ele.



T+.



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